01/04/2023

Trabalhos de Casa #12: "Onde me leva a imaginação"

 Cá estamos de novo, não é? É verdade... Bom, deixemo-nos de parvoíces! Esta semana, como já seria de esperar, eu vou serrar um telefone antigo a meio com uma faca quente, para ver como é o seu interior! Não, é mentira, - feliz dia 1 de Abril, antes de mais – vou, sim, passar a apresentar mais um episódio dos Trabalhos de Casa, subordinado ao tema... não sei, que eu não consegui perceber bem do que trata este texto. Bom, mas isso não é importante! Não saber nada sobre um assunto nunca me impediu de opinar acerca desse mesmo assunto. Aliás, é essa coisa de não estar informado acerca de nada do que falo que me torna especial! Por isso, não era agora que me ia estar a inteirar de assuntos. Não, senhor! É melhor, se calhar, ir para o texto, não é? Talvez seja... Bom, o texto desta semana tem o sugestivo título “Onde me leva a imaginação”, que creio ser extremamente autoexplicativo. A data, mais uma vez, é algo incerta. Tenho a certeza que se encontra entre os dias que passam menos mal, lá vem um que nos dá mais que faz... desculpem! Entre os dias 6 e 10 de Novembro de 2015, assim é que é! Siga a rusga:

Um dia, quando ia a pé para casa passei por uma floresta. No cimo de uma árvore estava um anão a olhar para mim. Eu, curioso como sou tive de o questionar:

_Queres ajuda para descer?

Mas o anão teve medo e escondeu-se atrás de algumas folhas da árvore.

_Anão _ disse eu _, não te faço mal. Sai daí, eu quero conhecer-te para sermos amigos!

O anão pôs a cabeça de fora e perguntou:

­­_Não estás a mentir pois não?

_Não. Porque haveria de te fazer isso? _ disse eu.

Ele respondeu:

_Porque eu conheci um rapaz parecido contigo que fingiu ser meu amigo e depois, deixou-me aqui em cima.

Eu comecei a trepar a árvore. Mas, subitamente, o ramo em que eu tinha a mão partiu-se e eu desci.

_Vou buscar um escadote. _ disse eu.

Fui buscar o escadote e ajudei o anão a descer. Ele agradeceu e assim arranjei um novo amigo.

Que conto magnífico. Nem os irmãos Grimm se saiam com uma destas... porque eles eram profissionais que sabiam o que estavam a fazer. Acho curiosa, esta história de eu ir a passear pelo meio de uma floresta, ver um anão numa árvore e sentir um desejo enorme de travar uma amizade com ele. Até porque é estranho, ver anões em árvores. Normalmente quem sobe para as árvores são os gatos, não é? Às tantas era um gato, e como eu andava perdido pelo meio de uma floresta, se calhar já tinha consumido uma espécie de uns cogumelos especiais que para lá há. Se calhar foi isso.

Mas vamos acreditar que era um anão e que eu não estava drogado. A segunda parte pode ser mais difícil, mas esforcem-se um bocadinho. Segundo o que ele diz, ele foi posto em cima da árvore por um rapaz. Quem é esse filho da mãe que anda para aí a pegar em anões e a pendura-los em pinheiros, feitos bolas de Natal? Coitados dos anões, pá! É que eu, à cabeça, só vejo uma pessoa que pudesse ter vontade de fazer isso, que é o Príncipe Encantado da Branca de Neve. É no que dá a ciumeira, não é? A namorada a viver na mesma casa que sete gajos muito pequeninos... hum, dá para desconfiar! Pessoalmente, e se for mesmo isto, não o censuro, atenção! Por mim, desde que não se andem para aí a matar, metam os anões que quiserem em cima de árvores.

Porque essa é outra: porque é que os anões são os únicos portadores de uma deficiência física com representação nas mitologias nórdica e germânica, pá? Discriminação, é do que isto se trata! Por isso, é que hoje venho aqui apresentar o movimento “Mais Deficiência Na Cultura Mitológica”! E tenho exemplos que dariam perfeitamente para adaptar ao texto de hoje, como um “Perneta, não te faço mal.”, um “Paralítico, não te faço mal.”, ou mesmo um “Raquítico, não te faço mal.”! Se andamos à procura de uma maior inclusão, creio que o caminho é este. Já agora, se quiserem consignar 0,5% do vosso IRS à Associação Portuguesa de Deficientes, o NIF é o 501129430! Tau! Que agora já não sabem se me hão de odiar por estar a fazer pouco dos deficientes ou aplaudir por estar a incentivar a que doem para a causa deles! É assim que se confunde os ofendidinhos, que não conseguem distinguir um discurso sério de um claramente satírico. Temos pena! Até para a semana!



1 comentário:

  1. sinto-me: Com 1,92m, só para meter nojo!
    música: José Mário Branco - Quando Eu For Grande (Carta Aos Meus Netos)

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