05/09/2026

A Metafísica do Assento: Do Trono à Retrete

 Uma muito gira que se dizia quando eu andava na Primária era "Sabes como é que se chama o filho do Paulo Portas com a Diana Chaves? Porta-Chaves!"; como se em algum Universo conhecido ou imaginável a Diana Chaves fosse ter um filho do Paulo Portas!...

 

Olá, canalhada! Como é que anda essa vida e essas coisas com que vocês ocupam o tempo? Deve estar tudo na mesma como a lesma, não é? Pronto, hoje vamos abordar o tema das sanitas, que é um assunto que me é muito querido e do qual, sinceramente, deveria falar com mais regularidade.

Primeiramente, gostaria de deixar claro que eu sou um adepto da sanita com tampo de plástico (que, aliás, é uma discussão antiga que tenho com o meu amigo Miguel Mendes). Porque é que eu defendo a superioridade deste derivado do petróleo em detrimento da supostamente “mais chique” porcelana? Porque eu acredito que uma sanita não é algo que deva ser chique ou aprazível à vista. Uma sanita nada mais é que um pequeno fosso, um aterro sanitário, que todos temos em casa, e que serve, pura e simplesmente, para nos livrarmos de dejectos e excreções de uma forma mais simples e higiénica. Ora, tendo isto em conta, concluo que a sanita deve ser o mais prática e confortável possível.

Dito isto, pensemos um bocadinho: no alto Inverno, quando tudo está mais frio, que material está mais propenso a arrefecer, o plástico ou a porcelana? Não vale a pena virem com teorias e justificações irrealistas, porque isto, meus amigos, é química, e eu tenho os dados: a porcelana tem, efectivamente, uma condutividade térmica superior à do plástico, uma vez que este funciona como um melhor isolador térmico. Traduzindo por miúdos, a porcelana aquece e arrefece mais rápido que o plástico, e como o cidadão comum não tem em casa daquelas sanitas Japonesas ultra-modernas que até sabem ler, o plástico acaba por ser a alternativa mais lógica se não quisermos congelar o chamado cu. Como se isto não bastasse, o plástico também é mais resistente que a porcelana, mas acho que vocês não estão preparados para esta conversa!

Uma outra questão que me ocorreu aqui há dias foi “Onde é que a sanita se situa no ranking Universal dos bancos e assentos?”. É uma questão pertinente, no sentido em que implica que se estabeleçam alguns critérios para melhor fazer este julgamento. O primeiro é, claramente, a utilidade prática e a versatilidade de um assento, que considero ser o ponto mais importante; em segundo lugar entra o conforto; e, por fim, o ponto de vista estético.

Num top 3 hipotético, eu colocaria em terceiro lugar a cadeira de escritório. Primeiramente, porque é das categorias de assento mais vastas, verificando-se a existência de cadeiras de plástico, cadeiras almofadadas de pano, de couro, de um material do qual eu não sei o nome, mas que faz um barulhinho quando se passam as unhas que me arrepia, etc. Depois, vem o facto de uma cadeira destas, por ter rodinhas e ser móvel, poder ser utilizada em quase todas as circunstâncias, desde a secretária à mesa de jantar (não digo que fique bem, mas é possível). Para além disso, há umas variantes que dão para reclinar o encosto, o que transforma um simples assento numa cama improvisada. O que me faz colocar esta categoria em terceiro lugar é o facto de, lá está, não ser a cadeira com mais estilo do Mundo.

Em segundo lugar, vem o sofá. O sofá tem tudo aquilo que uma cadeira de escritório tem – tirando, talvez, a facilidade de transporte -, com o acréscimo de ser mais confortável, permitir tirar melhores sestas e ser maior, o que possibilita sentar mais do que um cu, contribuindo-se dessa forma para a promoção de uma vida mais social. Tendem a ser também peças de mobiliário muito bonitas, para além do facto de existirem alguns modelos com arrumação e com a possibilidade de se abrirem, formando uma prática cama de casal.

Por fim, no topo do ranking, colocaria mesmo as sanitas. Do ponto de vista prático, é o melhor tipo de assento que pode existir, porque nenhum outro se aproxima daquilo que ele consegue fazer. Depois, costumam ser peças muito bonitas, mesmo ao nível de uma louça da Vista Alegre, que embelezam bastante um compartimento da casa que não tende a ser visto com os melhores olhos nem cheirado com as melhores narinas. Por fim, é um assento com uma aura extremamente zen, que nos convida a momentos de reflexão, de meditação e de descoberta do corpo, que é uma coisa que, dizem-me, fica mal fazer no sofá, principalmente quando temos convidados em casa… desculpa por aquilo, mãe…

Pronto, acho que era mais ou menos isto. Beijos, abraços, apertos de mão e apalpões à farta para todos vós. Até à próxima!



1 comentário:

  1. sinto-me: Combativo no que toca a questões relacionadas com louça sanitária
    música: The Beatles - Octopus's Garden

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