Uma muito gira que se dizia quando eu andava na Primária era "Sabes como é que se chama o filho do Paulo Portas com a Diana Chaves? Porta-Chaves!"; como se em algum Universo conhecido ou imaginável a Diana Chaves fosse ter um filho do Paulo Portas!...
Olá,
canalhada! Como é que anda essa vida e essas coisas com que vocês ocupam o
tempo? Deve estar tudo na mesma como a lesma, não é? Pronto, hoje vamos abordar
o tema das sanitas, que é um assunto que me é muito querido e do qual,
sinceramente, deveria falar com mais regularidade.
Primeiramente,
gostaria de deixar claro que eu sou um adepto da sanita com tampo de plástico
(que, aliás, é uma discussão antiga que tenho com o meu amigo Miguel Mendes).
Porque é que eu defendo a superioridade deste derivado do petróleo em
detrimento da supostamente “mais chique” porcelana? Porque eu acredito que uma
sanita não é algo que deva ser chique ou aprazível à vista. Uma sanita nada
mais é que um pequeno fosso, um aterro sanitário, que todos temos em casa, e
que serve, pura e simplesmente, para nos livrarmos de dejectos e excreções de
uma forma mais simples e higiénica. Ora, tendo isto em conta, concluo que a
sanita deve ser o mais prática e confortável possível.
Dito isto,
pensemos um bocadinho: no alto Inverno, quando tudo está mais frio, que
material está mais propenso a arrefecer, o plástico ou a porcelana? Não vale a
pena virem com teorias e justificações irrealistas, porque isto, meus amigos, é
química, e eu tenho os dados: a porcelana tem, efectivamente, uma condutividade
térmica superior à do plástico, uma vez que este funciona como um melhor
isolador térmico. Traduzindo por miúdos, a porcelana aquece e arrefece mais
rápido que o plástico, e como o cidadão comum não tem em casa daquelas sanitas
Japonesas ultra-modernas que até sabem ler, o plástico acaba por ser a
alternativa mais lógica se não quisermos congelar o chamado cu. Como se isto
não bastasse, o plástico também é mais resistente que a porcelana, mas acho que
vocês não estão preparados para esta conversa!
Uma outra
questão que me ocorreu aqui há dias foi “Onde é que a sanita se situa no ranking
Universal dos bancos e assentos?”. É uma questão pertinente, no sentido em
que implica que se estabeleçam alguns critérios para melhor fazer este
julgamento. O primeiro é, claramente, a utilidade prática e a versatilidade de
um assento, que considero ser o ponto mais importante; em segundo lugar entra o
conforto; e, por fim, o ponto de vista estético.
Num top 3
hipotético, eu colocaria em terceiro lugar a cadeira de escritório.
Primeiramente, porque é das categorias de assento mais vastas, verificando-se a
existência de cadeiras de plástico, cadeiras almofadadas de pano, de couro, de
um material do qual eu não sei o nome, mas que faz um barulhinho quando se
passam as unhas que me arrepia, etc. Depois, vem o facto de uma cadeira destas,
por ter rodinhas e ser móvel, poder ser utilizada em quase todas as
circunstâncias, desde a secretária à mesa de jantar (não digo que fique bem,
mas é possível). Para além disso, há umas variantes que dão para reclinar o
encosto, o que transforma um simples assento numa cama improvisada. O que me
faz colocar esta categoria em terceiro lugar é o facto de, lá está, não ser a
cadeira com mais estilo do Mundo.
Em segundo
lugar, vem o sofá. O sofá tem tudo aquilo que uma cadeira de escritório tem –
tirando, talvez, a facilidade de transporte -, com o acréscimo de ser mais
confortável, permitir tirar melhores sestas e ser maior, o que possibilita
sentar mais do que um cu, contribuindo-se dessa forma para a promoção de uma
vida mais social. Tendem a ser também peças de mobiliário muito bonitas, para
além do facto de existirem alguns modelos com arrumação e com a possibilidade
de se abrirem, formando uma prática cama de casal.
Por fim, no
topo do ranking, colocaria mesmo as sanitas. Do ponto de vista prático,
é o melhor tipo de assento que pode existir, porque nenhum outro se aproxima
daquilo que ele consegue fazer. Depois, costumam ser peças muito bonitas, mesmo
ao nível de uma louça da Vista Alegre, que embelezam bastante um compartimento
da casa que não tende a ser visto com os melhores olhos nem cheirado com as
melhores narinas. Por fim, é um assento com uma aura extremamente zen,
que nos convida a momentos de reflexão, de meditação e de descoberta do corpo,
que é uma coisa que, dizem-me, fica mal fazer no sofá, principalmente quando
temos convidados em casa… desculpa por aquilo, mãe…
Pronto,
acho que era mais ou menos isto. Beijos, abraços, apertos de mão e apalpões à
farta para todos vós. Até à próxima!

sinto-me: Combativo no que toca a questões relacionadas com louça sanitária
ResponderEliminarmúsica: The Beatles - Octopus's Garden