Se Deus dá nozes a quem não tem dentes, em que ponto ficam as pessoas que usam dentadura?...
Ora viva! Eu sei que querem ir ver o jogo, mas prometo que isto não demora nada. Agradeço a vossa atenção!
Está aí a Copa do Mundo, época em que todos se vestem de vermelho e verde, bufam em vuvuzelas, e em que mesmo a malta como eu fica a saber, ainda que temporariamente, quem são o Vitinha e o Rúben Neves. O “Mundialite” que hoje vos trago serve quase como uma sequela espiritual da “Eurocólica”, de 15 de Julho de 2024 (porra, que já foi há dois anos!), em que expus três das minhas maiores dúvidas relativas ao desporto-rei e terminei com uma pseudo-cantiga de intervenção. Apesar de a minha opinião ser a mesma, em relação a estes assuntos, a crónica de hoje não terá tanto esse teor político, porque este ano o Mundial sabe diferente. Não sei quanto a vocês, mas eu estou com aquela coisa de que temos mesmo chance de vencer – e não, eu não sou chalupa como o Roberto Martínez, para cair na peta da Numerologia -, e dizem-me que está tudo a apontar nesse sentido: temos uma Selecção forte, temos mais garra do que nunca e, acima de tudo, temos de dar a merecida Copa ao Ronaldo naquele que deve ser, em princípio, o seu ante-ante-ante-ante-ante-antepenúltimo Mundial.
Sinceramente, e como um gajo que assumidamente não dá uma para a caixa em termos de Futebol, não consigo entender todo o criticismo em torno da figura de Cristiano Ronaldo. Eu sinto que, principalmente quando se fala da Selecção, ele é uma figura acima de incontornável, que transpira orgulho em usar as Quinas ao peito e que sente mais as vitórias e derrotas do que um país inteiro. Como se isso já não fosse mais do que suficiente, ainda se dá o caso de ele ser o maior cartão de visita que o nosso país teve para aí desde o Fernão de Magalhães e de, só na Selecção, deter o recorde de:
- Maior número de golos marcados nas Eliminatórias do Campeonato do Mundo e do Europeu;
- Maior número de golos em jogos competitivos por Portugal;
- Mais internacionalizações;
- Jogador mais rápido a alcançar 100 internacionalizações por Portugal;
- Jogador mais jovem a atingir 100 internacionalizações;
- Melhor marcador de Portugal de todos os tempos;
- Melhor marcador de Portugal nos jogos do Campeonato Europeu;
- Melhor assistente de Portugal nos jogos do Campeonato Europeu;
- Único jogador a marcar por Portugal em 5 Campeonatos do Mundo diferentes;
- Jogador com mais jogos por Portugal no Campeonato do Mundo;
- Jogador com mais "hat-tricks" por Portugal;
- Jogador com mais golos de livre por Portugal.
O único recorde que eu vi que ele não conseguiu bater foi o de “Maior número de golos no Campeonato do Mundo”, que ainda pertence ao Eusébio, com 9 marcados apenas no Mundial de 1966. Ora, a sensação que me dá é que isto não pode ser tudo por acaso. Não é qualquer um que acorda um dia e decide “Olha, vou bater TODOS OS RECORDES QUE HÁ PARA BATER NO MUNDO INTEIRO”. Simplesmente, não é algo que se possa decidir fazer, já tem de ser uma coisa que nasce connosco, e o Ronaldo pegou neste talento, multiplicou-o por um milhão, e tornou-se o melhor do Mundo! Por tudo isto é que me mete confusão olhar para os adeptos Lusitanos e perceber a quantidade de ódio que se destila contra o nosso Roni, e que só faz de nós mais pequenos do que aquilo que já somos…
Mudando um pouco de temática, eu dei-me conta de que, neste Mundial, não se tem ouvido falar dos tradicionais animais videntes, o que é uma falha imperdoável. Por essa razão, a equipa d’A Psique (que sou basicamente eu) foi à caça e descobriu um manatim capaz de adivinhar o futuro. Não quisemos maçar muito o animal, pelo que só lhe perguntamos quem vai vencer o Mundial. Infelizmente, o vídeo que gravamos, e que estava muito giro, estava no cartão de memória de uma câmara que explodiu, mas nós contratamos uma equipa de artistas (novamente, eu) que trabalhou na seguinte reprodução – extremamente fiel – da interação com Marco, o Mago Manatim.
- Vídeo do Marco, o Mago Manatim, a escolher a Selecção Portuguesa como vencedora –
Já sabemos quem é o vencedor, mas falta perceber exactamente o nosso percurso até à Final. Por essa razão, e como eu sou fortíssimo nisso (viu-se nos Óscares), fiz as minhas apostas, que passo a apresentar:
Fase de grupos:
- Portugal 2 – 0 República Democrática do Congo
- Portugal 3 – 1 Uzbequistão
- Portugal 1 – 1 Colômbia
1/16 de Final: Portugal 2 – 0 Panamá
1/8 de Final: Portugal 1(5) – 1(4) Suíça
1/4 de Final: Portugal 3 – 2 Argentina (Golo de Nuno Mendes aos 88 minutos)
½ de Final: Portugal 2 – 0 Inglaterra
Final: Portugal 1 – 0 França (Golo marcado aos 110 minutos: por Portugal, repete o ritual)
Ficam feitas as apostas, e assim chegamos ao final desta crónica. Vêem como foi num instante? Vá, agora vão lá preparar o sofá e ligar a SIC ou a LiveMode TV, que o jogo de hoje promete. Mas antes de irem, só uma coisinha: anuncio aqui que as primeiras 14 pessoas a assinarem o meu Patreon serão presenteadas com uma cópia autografada de um dos desenhos do segmento do Marco, o Mago Manatim. Agora, é pegar ou largar, que um dia os autógrafos deste menino vão valer para cima de 10€, ouviste?! Vá, até à próxima!

sinto-me: Esperançoso, que esta é para o Roni!
ResponderEliminarmúsica: Herman José - Bamos Lá Cambada
Armenio Coelho (18.06.2026): Gostava de vos poder seguir no blix.pt. Já tem blog lá?
ResponderEliminarArmenio Coelho (22.06.2026): Gostaria de poder continuar a seguir o seu trabalho no blix.pt
ResponderEliminarSara Santos (25.06.2026): Olá!
ResponderEliminarGostaria de apresentar o meu novo blog: noite.blix.pt
Se tiveres interesse, agradecia que o seguisses. Terei todo o gosto em seguir de volta.
Obrigado pela atenção e boas leituras!