Pouca gente sabe, mas as famosas imagens do Bush a ler para as crianças no 11 de Setembro são também o registo da única vez que ele esteve numa sala de aula...
Olá, e
sejam profundamente bem-vindos a mais uma crónica d’A Psique! O tema que hoje trago
para reflexão é o Mundo Animal. De forma geral, eu até gosto de animais, mas
alguns há que me aborrecem particularmente e até me chegam a causar asco de tão
coisinhos que são. É deles que venho aqui falar hoje começando,
inevitavelmente, pelos cavalos.
Os malucos
da equitação - como é o caso da minha namorada - têm um fascínio que eu não
compreendo por este animal que, sinceramente, é um projecto profundamente pobre
e cheio de falhas. Primeiro, em termos de fisionomia, é um bicho que não faz
sentido, que os cavalos estão para os restantes animais da Quinta como aqueles
gajos que só treinam o peito e tomam bombas estão para os restantes
frequentadores dos ginásios: para além de ficar feio, ainda não consegui
compreender como é que aqueles palitos sustentam o peso do torso. Depois, para
um animal que, sendo treinado, pode fazer até 160 quilómetros num dia, consegue
dormir de pé e ficar acordado entre 19 e 21 horas, é extremamente sensível e
pode morrer por qualquer motivo!
Segundo me
constou, uma simples lesão numa pata – que, em qualquer outro animal, se
resolvia com repouso e cuidado médico – pode ser uma sentença de morte para os
equídeos, cujos donos se vêem obrigados a abater. Vejam que até um problema de
estômago pode ser fatal para um cavalo! OS CAVALOS PODEM MORRER DE SAMICAS DE
CAGANEIRA! Se pela boca morre o peixe, pelo cu morre o cavalo! A sorte dos
donos é que os cavalos não têm consciência desta sua fragilidade, caso
contrário eu acredito que a seguinte cena seria perfeitamente plausível:
(Entra um
cavalo a mancar de uma pata. O dono, que está a limpar uma caçadeira, pára e
fala com ele.)
Dono – Ó Sr.
Cavalo, vem cá! Está tudo bem contigo?
Cavalo – Comigo?
Comigo está, nunca esteve melhor!
Dono – De certeza?
É que eu estou-te a ver com um jeito estranho de andar…
Cavalo – Eu? Não!
Estou de perfeita saúde!
Dono – Hum… espero
bem! Caso contrário, já sabes!
(O dono aponta
para a caçadeira. O cavalo fica com uma cara tensa. O dono começa-se a rir e o
cavalo também.)
Dono – Estou a
brincar contigo! Vai lá à tua vida!
(O dono
volta a olhar para a caçadeira. O cavalo sai de cena, ainda a mancar, e com um
ar mais descansado.)
Quando eu
era pequenino, rezam as lendas, não queria um irmão ou uma irmã, queria um
tigre. Passados 15 anos, ainda não tenho um tigre, mas tenho a consciência que,
de entre os felinos, sempre escolhi o melhor. Porque ao menos o tigre impõe
respeito, mas cumpre aquilo a que se propõe e que a sua aparência sugere: se
tiver de matar, mata! Agora, há outros felinos que são uma profunda desilusão,
como é o caso da chita. A chita, sendo o animal terrestre mais veloz, tendo
aquele porte próprio de felino, um olhar que incute medo, deveria ter mais
atenção aos pormenores, porque quando se vai olhar – e principalmente ouvir –
de perto, percebe-se que até um gato de rua é mais perigoso. Para além de serem
naturalmente tímidas, cautelosas e evitarem confrontos com seres humanos a todo
o custo, as chitas não rugem, as chitas piam! A chita faz uma espécie de um
“piu” profundamente amaricado para um bicho daqueles, que lhe retira toda e
qualquer credibilidade. Até o Simba a aprender a rugir mete mais medo!
Para
terminar, gostaria de falar de aves. Eu consigo compreender que uma avestruz
não voe – levantar cento e tal quilos não é fácil. Compreendo até que um
pinguim também não consiga voar, que a sua fisionomia não é a mais aerodinâmica
do Mundo. Agora, convencerem-me que a porra de um quiuí, que tem mais ou menos
o tamanho de uma perdiz, não se consegue elevar do solo, é que não! É que isto
é um bicho que tem uma forma esquisita, tem uma penugem esquisita, tem umas
patas esquisitas… porra, um quiuí está mais para uma ratazana que correu mal do
que para outra coisa qualquer! Como se isso já não bastasse, ainda põe, em
proporção, dos maiores ovos que existem, equivalendo a 20% da sua massa
corporal (sensivelmente 6 vezes maiores que um ovo de galinha) e, em áreas não
controladas, cerca de 95% dos quiuís morrem antes de atingir a idade
reprodutiva. Face a tudo isto, e percebendo que nada neste ser faz o mínimo
sentido, a Nova Zelândia decidiu torná-lo a ave nacional, entrando para a lista
de “Países com mascotes ridículas” juntamente com o Unicórnio Escocês e o Dodó
da Ilha Maurícia…
Até à
próxima!

sinto-me: Uno com os animais
ResponderEliminarmúsica: Mamonas Assassinas - Mundo Animal