12/09/2026

Animais que não senhor

 Pouca gente sabe, mas as famosas imagens do Bush a ler para as crianças no 11 de Setembro são também o registo da única vez que ele esteve numa sala de aula...

 

Olá, e sejam profundamente bem-vindos a mais uma crónica d’A Psique! O tema que hoje trago para reflexão é o Mundo Animal. De forma geral, eu até gosto de animais, mas alguns há que me aborrecem particularmente e até me chegam a causar asco de tão coisinhos que são. É deles que venho aqui falar hoje começando, inevitavelmente, pelos cavalos.

Os malucos da equitação - como é o caso da minha namorada - têm um fascínio que eu não compreendo por este animal que, sinceramente, é um projecto profundamente pobre e cheio de falhas. Primeiro, em termos de fisionomia, é um bicho que não faz sentido, que os cavalos estão para os restantes animais da Quinta como aqueles gajos que só treinam o peito e tomam bombas estão para os restantes frequentadores dos ginásios: para além de ficar feio, ainda não consegui compreender como é que aqueles palitos sustentam o peso do torso. Depois, para um animal que, sendo treinado, pode fazer até 160 quilómetros num dia, consegue dormir de pé e ficar acordado entre 19 e 21 horas, é extremamente sensível e pode morrer por qualquer motivo!

Segundo me constou, uma simples lesão numa pata – que, em qualquer outro animal, se resolvia com repouso e cuidado médico – pode ser uma sentença de morte para os equídeos, cujos donos se vêem obrigados a abater. Vejam que até um problema de estômago pode ser fatal para um cavalo! OS CAVALOS PODEM MORRER DE SAMICAS DE CAGANEIRA! Se pela boca morre o peixe, pelo cu morre o cavalo! A sorte dos donos é que os cavalos não têm consciência desta sua fragilidade, caso contrário eu acredito que a seguinte cena seria perfeitamente plausível:

 

(Entra um cavalo a mancar de uma pata. O dono, que está a limpar uma caçadeira, pára e fala com ele.)

Dono – Ó Sr. Cavalo, vem cá! Está tudo bem contigo?

Cavalo – Comigo? Comigo está, nunca esteve melhor!

Dono – De certeza? É que eu estou-te a ver com um jeito estranho de andar…

Cavalo – Eu? Não! Estou de perfeita saúde!

Dono – Hum… espero bem! Caso contrário, já sabes!

(O dono aponta para a caçadeira. O cavalo fica com uma cara tensa. O dono começa-se a rir e o cavalo também.)

Dono – Estou a brincar contigo! Vai lá à tua vida!

(O dono volta a olhar para a caçadeira. O cavalo sai de cena, ainda a mancar, e com um ar mais descansado.)

 

Quando eu era pequenino, rezam as lendas, não queria um irmão ou uma irmã, queria um tigre. Passados 15 anos, ainda não tenho um tigre, mas tenho a consciência que, de entre os felinos, sempre escolhi o melhor. Porque ao menos o tigre impõe respeito, mas cumpre aquilo a que se propõe e que a sua aparência sugere: se tiver de matar, mata! Agora, há outros felinos que são uma profunda desilusão, como é o caso da chita. A chita, sendo o animal terrestre mais veloz, tendo aquele porte próprio de felino, um olhar que incute medo, deveria ter mais atenção aos pormenores, porque quando se vai olhar – e principalmente ouvir – de perto, percebe-se que até um gato de rua é mais perigoso. Para além de serem naturalmente tímidas, cautelosas e evitarem confrontos com seres humanos a todo o custo, as chitas não rugem, as chitas piam! A chita faz uma espécie de um “piu” profundamente amaricado para um bicho daqueles, que lhe retira toda e qualquer credibilidade. Até o Simba a aprender a rugir mete mais medo!

Para terminar, gostaria de falar de aves. Eu consigo compreender que uma avestruz não voe – levantar cento e tal quilos não é fácil. Compreendo até que um pinguim também não consiga voar, que a sua fisionomia não é a mais aerodinâmica do Mundo. Agora, convencerem-me que a porra de um quiuí, que tem mais ou menos o tamanho de uma perdiz, não se consegue elevar do solo, é que não! É que isto é um bicho que tem uma forma esquisita, tem uma penugem esquisita, tem umas patas esquisitas… porra, um quiuí está mais para uma ratazana que correu mal do que para outra coisa qualquer! Como se isso já não bastasse, ainda põe, em proporção, dos maiores ovos que existem, equivalendo a 20% da sua massa corporal (sensivelmente 6 vezes maiores que um ovo de galinha) e, em áreas não controladas, cerca de 95% dos quiuís morrem antes de atingir a idade reprodutiva. Face a tudo isto, e percebendo que nada neste ser faz o mínimo sentido, a Nova Zelândia decidiu torná-lo a ave nacional, entrando para a lista de “Países com mascotes ridículas” juntamente com o Unicórnio Escocês e o Dodó da Ilha Maurícia…

Até à próxima!



1 comentário:

  1. sinto-me: Uno com os animais
    música: Mamonas Assassinas - Mundo Animal

    ResponderEliminar