Fica o aviso: para a semana, não vai haver crónica no Sábado, porque vem aí um especialmente prolongado especial de Halloween d’A Psique! A partir de dia 23, estejam atentos.
Ahoy,
marujos! Que é de vós, que tanto por aí andais? Esta semana, n’A Psique,
regressamos aos temas mais tradicionais, com um pot-pourri de
questionamentos acerca do Dia das Bruxas, que está aí à porta e promete ser
muito, muito divertido (se bem que, na minha cidade, optaram por saltar dois
meses e já começaram a meter as decorações de Natal na Avenida…)!
No dia 29
de Outubro de 2022, saía a crónica “Terror de Perdição”, na qual eu dizia o
seguinte:
“Eu não
gosto de filmes de terror. Não gosto, porque tenho algum interesse em dormir à
noite. É uma coisa minha. Mas não é só por isto que não gosto, mas também
porque esses filmes me chateiam. Há coisas muito parvas a acontecer, imensa
previsibilidade, um plágio constante de uma fórmula já gasta.”
Ora, este
Guilherme era parvo, e o tempo ajudou-me a perceber que o Cinema de Terror é,
sim, muito giro, mas primeiro é preciso aprender a viver com esta coisa de que,
ou não se dorme e está tudo bem com isso; ou então perde-se tempo a ver a coisa
mais ridícula e irrealista do Mundo, mas ao menos dá para rir! Por exemplo, eu
não acredito que alguém vá ver os filmes da “Sexta-Feira 13” com a ideia de que
vai sair dali um “O Padrinho” ou “O Padrinho, Parte 2”; a gente vê porque
aquilo é estúpido, porque tem bastante nudez, e porque é profundamente
divertido! Agora, há bons filmes de terror? Há! Mas também estou convencido que
o Halloween não puxa para um filme de terror de qualidade. Cinema independente
é para o resto do ano, quando nos apetece sentir alguma coisa; em Outubro, o
que se quer é Cinema do mais industrial e formulaico que para aí há! Para quê
ver um “Silêncio dos Inocentes” ou um “Get Out” se podemos ver “A
Ensanguentada Noiva de Drácula” ou o “Massacre do Microondas”? E isto não
significa que estes filmes sejam maus (que, por acaso, são), significa apenas
que são mais fáceis de degustar, são um aperitivo mais saboroso, e uma altura
pitoresca como a do Dia das Bruxas pede sabor!
Falando em
sabor, e embora já tenha abordado este ponto nos idos de 2022, é sempre
importante falar na Doçura ou Travessura. À época, eu referi o facto de, de uma
forma geral, a população Portuguesa não estar preparada para receber crianças a
pedir doces à sua porta – é natural, isso não é culturalmente usual para nós.
Mas se as crianças têm o real objectivo de implantar esta tradição nas casas
Portuguesas, creio que não só devem começar, desde pequeninas, a educar os seus
familiares neste sentido, como também devem mudar a sua abordagem no
porta-à-porta, a ver se deixam de ser encaradas como Testemunhas de Jeová de
Satanás, ou seja, Testemunhas de Jeová…
(Sketch:
Porta de entrada de uma casa. Ouve-se alguém a bater. Um senhor vai abrir e dá
de caras com uma criança mascarada.)
Criança - Doçura ou
Travessura!
Senhor - Ó rapaz,
vou ser sincero, não tenho nada aqui para te dar. Sabes que eu já sou velho, já
não ligo a estas coisas…
Criança - Então vamos
à travessura!
Senhor - Pronto,
pode ser! E que travessura é?
Criança - Bom, normalmente
eu opto por uma de duas vias: ou atiro ovos e farinha à sua porta e saio a
correr, ou procedo ao seu assassinato e posterior profanação do seu cadáver…
Senhor - Pois... Eu acho
que tenho aqui meio pacote de bolachas Maria, serve?
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Outra coisa
de que eu sinto falta no Halloween é de uma boa selecção musical, mesmo ao
estilo da época Natalícia. A gente não se sustenta com o “Thriller” e o
“Monster Mash”; são músicas porreiras, mas insuficientes. O que é que eu
venho propor, então? Venho propor que, num esforço colectivo, construamos um
banco de cantigas de Halloween. Para isso, é preciso a colaboração de quem
queira ajudar, mas principalmente dos grandes compositores e cantautores da
nossa praça. O Sr. Paul McCartney fez o “Wonderful Christmastime”;
porque não fazer também o “Marvelous Pumpkintime”, ainda mais agora que
tem a voz, coitado, que até mete medo? A Mariah Carey fez o “All I Want For
Christmas Is You”; porque não aproveitar o videozinho deste ano dela a
descongelar para lançar um “All I Want For Halloween Is Your Skin”, por
exemplo? Por que não?! Para mostrar que isto não é só garganta, vou dar o
pontapé de saída neste movimento com uma composição minha – a parte da letra,
pelo menos, que eu não sou assim TÃO talentoso -, a que eu chamei “Halloween Is
Here”:
- Versão em
Português: -
Nem
imaginas o que eu vi passar aqui
Numa
vassoura, nariz grande, eu bem vi
Era uma
bruxa a anunciar que está para vir
O dia dela,
dia de Halloween
O tempo
corre, ainda hoje havia Sol
E o que aí
vem não é para gente mole
O tempo
muda, há só bruxas pelo ar
Vêm dizer
que o Halloween está a chegar
Escondam-se
em casa se não quiserem tremer
Que o
Halloween está aqui para valer
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- Versão em
Inglês: -
You won’t believe what I just saw the other night
On a broomstick, with a big nose, I saw it, alright!
It was a witch, announcing that it’s drawing near:
Her special day, the day of Halloween.
Time flies: just yesterday, the sun was shining bright,
And what is coming next is bound to make you hide.
The weather’s shifting, and the air is full of witches
They’ve come to say that Halloween is getting stitches.
Go hide away, unless you want to shake with fright,
For Halloween is here, and it’s a spooky night!
Pronto,
foi isto. Até à próxima!

sinto-me: Cansado, que isto está a ser uma matiné das bruxas que nem vos digo nada!
ResponderEliminarmúsica: Bobby (Boris) Pickett And The Crypt-Kickers – Monster Mash